From The Blog

Papo filosófico – Orgia, isso não sai da minha cabeça…

Ae Galera da Pegação, Em alguns outros posts sobre psicologia barata eu tinha uma leve intenção de abrir um pouco a mente do leitor para o lado...

Ae Galera da Pegação,
Em alguns outros posts sobre psicologia barata eu tinha uma leve intenção de abrir um pouco a mente do leitor para o lado psicológico pessoal. Agora, confesso que tentarei a mesma coisa, mas usando ferramentas bem mais pesadas. Aviso: esse não é um post dos mais divertidos.
Poucos dias atrás assisti um documentário no The History Channel sobre a luxúria. Me senti no filme Matrix tomando a pílula certa para me livrar de algum peso na consciência que, talvez, eu deveria ter, mas, que quase nunca tive. Claro que estou falando a respeito do prazer sexual, e indo mais fundo, a orgia. O documentário vem com uma cara bem religiosa. Mas, dependendo de quem assisti, processa as informações de modo diferente.
Abre Parênteses
Eu não quero entrar em controvérsia com nenhuma religião. Portanto, se você é uma pessoa bem religiosa, pode assistir o vídeo, mas nem continue lendo o post. Considere a informação do vídeo e tire suas próprias conclusões. Longe de mim querer ser um formador de opiniões, quero apenas propor uma reflexão.
Por mais que uma pessoa se declare de “mente aberta”, não podemos negar que nós, sociedade (todos), vivemos e pensamos influenciados pelo passado. Um exemplo: mesmo Cazuza, que era um cara bem locão, declarou que “nadava contra a corrente”. Ou seja, ele não apenas era influenciado pelo passado e pela regras da sociedade, como ele sentia fazendo um esforço tremendo. Ao invés de declarar “nadar contra a corrente”, ele poderia dizer que flutuava e olhava a corrente passar por ele sem afetá-lo. Mas, essa frase não refletiria os reais sentimentos dele naquele momento.
Se quer continuar a arte pegatória, mas ainda não está flutuando sobre a corrente, talvez o vídeo seja um tanto indigesto.  Na verdade é mais indicado para aqueles que estão bem tranqüilos e bem resolvidos. Em todo caso, já que chegou até aqui, faça o teste. :D
Fecha Parênteses

Já aviso que o documentário é sério e chato até demais. Tem várias partes,  mas eu não vi até o final. Quando entrou em detalhes de religião, deixou de ser interessante, pra mim. Mas, quem assistir só a primeira parte já vai entender bem esse post.

Minha visão do documentário
Primeiro ponto, logo no começo, aos 1:35, o professor de estudos religiosos me vem com uma informação que eu (leigo no assunto) não sabia: “os sete pecados não estão exatamente na bíblia..“. Eu achava que estavam lá. Mas, eu nunca tinha lido a bíblia inteira e ninguém nunca tinha falado o contrário.
Pouco de depois o mesmo professor fala: “...tudo isso foi criado a partir de interesses éticos da igreja...”. Então existe uma possibilidade de grande parte do moralismo ser influência de regras impostas há muito e muitos anos? Pausa para refletir.
Até os dias de hoje, muito dessa influência tem guiado a vida de milhares de pessoas e de certo modo, acho que tem funcionado até certo ponto. Eu, por exemplo, nasci de pai e mãe casados, com uma estrutura familiar, que estão juntos até hoje, etc. Mas, vi muita coisa sair da linha. Meu pai até deixou escapar várias vezes frases do tipo: “ninguém é de ferro”. Minha mãe só confessou anos mais tarde.
O que eu quero dizer é que, me parece, que na tentativa de criar regras e influenciar o comportamento, a igreja foi muito eficiente. Mas, no meu modo de ver, ela desconsiderou alguns fatores (que podem ser biológicos, ou sei lá) que são importantes. Fatores esses que “perseguem” a própria igreja. Os terríveis casos de pedofilia, por exemplo.
Mas, voltando a falar coisa boa, gostei mesmo quando vídeo chega no 4min e 46s e o narrador diz: “…apesar da luxúria não ser condenada no mundo antigo. E sim, celebrada“. Essa parte me fez bem.
A parte do Kama Sutra também é ótima! “Atos sagrados da prostituição…”. Puxa vida, é lá que eu quero morar! Hehe.
Gostei também da parte que fala que acreditava-se que Deuses e Deusas procriavam-se pelo sexo e deveríamos ser gratos por essa “festinha” nos céus. :)
"Pronto. Agora vá transar com três mulheres e não se esqueça de estudar para a prova..."

Pronto filho. Agora vá transar com 3 mulheres :)

Apêndice: tive vontade de fazer esse post principalmente quando percebi o quanto a figura do Pegador pode ser alvo de críticas e piadas, mas ao mesmo de adoração. A figura do “pegador” quase sempre se dá mal em filmes, novelas, blogs, etc. Mas, é sempre explorado e usado para tornar qualquer história mais interessante. Ainda bem que a vida real não é bem assim. Por falar em vida real, me lembrei um grande adorador da putaria: Nelson Rodrigues. Escritor de A Vida Como Ela É. Que até virou série na Globo há alguns anos atrás. Mas, isso já é assunto para próximo post.
Abraços e ótima pegação!

El Guerrero

Siga-nos no twitter: @queropegartodas

No related posts.

Related posts brought to you by Yet Another Related Posts Plugin.

Tags: 

  1. El Guerrero 13. ago, 2010 at 14:59 #

    Ótima dissertação Hunter! Você entendeu bem a idéia do post: discussões para abrir a mente e entender a sociedade em geral e principalmente cada um entender um pouco mais de si.
    Abraço!!

  2. The Hunter
    The Hunter 11. ago, 2010 at 12:00 #

    É extremamente interessante voltar ao passado para entender o presente e poder direcionar o futuro tanto em âmbito global quanto pessoal.
    Caso se interessem em pesquisar, verão que na nossa sociedade atual encontram-se presentes bastantes pensamentos e linhas comportamentais construídas na idade média ocidental (Época de construção e solidificação do “fundamentalismo cristão”[como prefiro chamar] em todas as esferas da sociedade) e adaptadas, a sociedade burguesa que a sucedeu.
    Vivemos sempre um período de transição, mesmo que lento, e o que me parece é que as pessoas estão cada vez mais relegando, de forma pública e sem constrangimento, as convenções socias que engessam seu comportamento, ou seja, as pessoas estão sendo mais humanas e não mais agindo como robós programados pela sociedade. Tendo o sexo lugar de destaque nesse processo.
    Contudo, se essa nova forma de comportamento cria novas convenções socias é um papo que temos que continuar filosofando…..

Leave a Reply