Contos de um pega-todas 7
Eaew, galera da pegação, lembrei, hoje, de um fato interessante, ocorrido no meio do ano passado, que vale a pena compartilhar com vocês:
Estava, pela manhã, indo para uma comemoração de aniversário nas imediações de nossa costa litorânea, quando, de longe, na garupa de uma moto, avisto uma gatíssima. Do nada, o motorista da moto pára e começa a discutir com ela. Enquanto eu diminuo a velocidade do carro para apreciar melhor a paisagem e sigo meu caminho em direção a festa.
Ao chegar à festa, deparo-me com uma manada de mocréias, bozengas que logo me amedronta não só com a aparência, como também com a possibilidade de consumir bebidas alcoólicas nas suas imediações. De pronto, renuncio à “birita free”, dou uma desculpa esfarrapada ao aniversariante e me mando.
No caminho de volta, avisto a mesma gata, praticamente no mesmo local, só que dessa vez desacompanhada. Na mesma hora fiz o retorno e parei um pouco distante do local onde ela se encontrava e fiquei, como um caçador, observando se ela estava realmente desacompanhada, ou seja, sem o cara da moto, tornando-se, assim, uma presa fácil.
Até este momento ela não tinha sacado que eu a estava observando, nem, muito menos, tomado conhecimento da minha presença nas proximidades.
Após ter a certeza que o cara da moto, não mais estava com ela. Fiz-me notar e, de pronto, me aproximei numa atuação verbal, e, em poucos minutos, a convidei para entrar no meu carro e irmos tomar uma água de coco e conversar, já que ela estava de saída de banho, nas imediações costeiras.
Entramos no carro, parei na frente de uma barraquinha e pedi para que o vendedor trouxesse o coco até nós para não ter que sair do carro.
“Já não é fácil colocar uma gatíssima desconhecida, que, literalmente, você pegou no meio da rua, dentro do seu carro, no mesmo instante que você a conhece. Quando você consegue fazer isso ela só deve sair para entrar no motel, na sua casa, ou para ir embora depois de dar no carro mesmo.”
Pegamos o coco e fui dirigindo para uma parte da praia sem muito movimento, onde dá para estacionar praticamente,na areia. Tomamos o coco, enquanto conversávamos, ela indignada me falando que o noivo dela (o cara da moto) a tinha deixado no meio da rua só porque ela queria ir à praia e não ao motel como ele queria…
Ao acabar o coco, parti para ação, instigando-a, e dali fomos direto para o motel mais próximo.
Em menos de meia hora, ela estava no local, onde ela brigou com o noivo para não estar, com um desconhecido que a abordou no meio da rua.
É por essas e outras que no mundo existem homens e pega-todas.
Aproveite.
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